A Impermanência: A Lei da Mudança Constante
Vamos falar hoje sobre a impermanência. A impermanência é a lei da mudança constante; mostra que tudo o que existe neste mundo está sujeito à transformação. Se há algo que acontece o tempo todo, é justamente a impermanência. Tudo está mudando a todo instante.
Neste plano material, nesta terceira dimensão, a impermanência se manifesta nos estágios de nascimento, crescimento, declínio e extinção.
A Impermanência na Experiência Humana
A experiência humana é um exemplo claro dessa constante mudança: nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Assim, a impermanência se aplica aos corpos humanos, à saúde e às relações. Em outras palavras, ela governa os ciclos da vida.
Além disso, os objetos criados pelo ser humano também evidenciam essa lei universal. Por exemplo, um automóvel é fabricado, utilizado, desgasta-se e, por fim, torna-se sucata. De forma semelhante, as plantas demonstram a impermanência desde a semente: germinam, crescem, florescem e, após isso, murcham e desaparecem, deixando sementes ou bulbos.
A Transformação Constante no Mundo Material
No mundo físico, tudo carrega em si um tempo para a transformação. Nada existe de forma estática. A impermanência é justamente o que permite a existência — pois só existe aquilo que está em constante mudança.
Em suma, a marca da existência é a mudança contínua ao longo do tempo. Assim, todas as coisas mudam a cada momento. A impermanência está presente na estrutura do tempo, na dinâmica da matéria e na fluidez da vida.
A Impermanência nas Células e no Corpo Humano
Considere as células do nosso corpo: as que temos hoje não são as mesmas de ontem. A impermanência opera nelas diariamente. Ainda que exista uma substância que unifique o corpo, essa constante renovação celular não nos transforma em outra coisa. Continuamos humanos.
Nossas células — capilares, ósseas, dos órgãos — mudam constantemente, e isso explica, por exemplo, por que muitas doenças se curam: células doentes são tratadas, morrem e são substituídas por células novas. Mesmo assim, a nossa identidade permanece.
O Que Não Muda: A Essência
Por trás das existências mutáveis, há algo que parece não mudar. Uma flor continua sendo flor, apesar das mudanças em suas células. Se fosse apenas um conjunto aleatório de células, poderia se transformar em qualquer coisa. No entanto, a essência permanece.
Esse “algo” que não muda é chamado de realidade, ideal ou ideia. Assim, as existências mutáveis que vemos no plano físico são reflexos de existências universais e imutáveis.
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Corpo Físico e Alma: Uma Visão Espiritual
O corpo físico, por sua vez, é apenas um veículo. A alma é eterna. O corpo está sujeito à impermanência — nascimento, envelhecimento, doença e morte. Eventualmente, o abandonamos porque ele precisa ser transformado. Contudo, o corpo é apenas a sombra do espírito; o que habita o corpo é a alma.
A alma, embora passe por mudanças, é eterna. O Senhor El Cantare, o Deus Criador, concedeu essa alma imutável. Portanto, a verdadeira natureza do ser humano não seria a mudança constante, mas uma existência real e eterna: a alma.
A Essência Humana e a Consciência Individual
Essa essência — o ser imutável — governa tanto o corpo quanto a consciência individual. Enquanto a impermanência age, a alma sustenta a forma humana. Assim como a flor tem a alma de flor, o ser humano possui uma alma humana. A mudança ocorre na matéria, mas não na essência.
Por essa razão, mesmo com transformações físicas, continuamos humanos. Isso ocorre porque fomos criados assim por El Cantare.
O Infinito e o Finito: A História da Tartaruga e do Pescador
Agora, para refletir sobre o infinito e o finito, compartilho uma história.
Era uma vez uma tartaruga muito grande que demorava dez minutos para mover cada pata: quarenta minutos para dar um passo completo. Um dia, querendo saber se a praia tinha fim, começou a caminhar.
Com muito esforço e deixando marcas na areia, ela acreditava que evitava repetir trajetos. No entanto, a praia parecia interminável. Eventualmente, morreu exausta, certa de que havia explorado metade do mundo. No dia seguinte, um pescador atravessou a ilha em apenas dez minutos, encontrou a tartaruga e a comeu.
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A Diferença Está na Consciência
Essa história mostra que esforço, por si só, não é suficiente sem consciência. A tartaruga, limitada em sua percepção, foi iludida. Já o pescador, com outro nível de consciência, viu a realidade de forma diferente.
Se compararmos a tartaruga a uma pessoa materialista e o pescador a alguém que compreende a Verdade, percebemos o contraste: quem acredita que tudo acaba com a morte anda em círculos na ilha material. Por outro lado, quem reconhece a realidade espiritual enxerga além da impermanência.
A Visão Espiritual da Existência
Quando negamos o mundo espiritual e valorizamos apenas o conhecimento material, tornamo-nos como a tartaruga: limitados ao que é visível. A verdadeira compreensão surge ao reconhecer que a impermanência é parte de algo maior.
Segundo essa visão espiritual, somos seres eternos, com almas criadas há éons. Vivemos muitas vidas, treinando e evoluindo ao longo do tempo, neste planeta ou em outros. Por isso, a impermanência do mundo físico é apenas parte de uma trajetória muito maior.
Dimensões Espirituais e a Jornada da Alma
O mestre Okawa nos convida a refletir: você vive apenas na terceira dimensão, ou considera a existência de dimensões superiores?
A quarta dimensão, a quinta (dos bondosos), a sexta (do mundo da Luz), a sétima (dos Bodhisattvas), a oitava (dos Nyorais), a nona (dos Salvadores) e a décima (das consciências planetárias, como Sol, Lua e Terra) compõem o mundo espiritual.
Essa perspectiva amplia a compreensão da impermanência e revela que o mundo terreno é apenas uma parte temporária da jornada espiritual.
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Conclusão: A Impermanência Como Portal
Por fim, a diferença entre a tartaruga e o pescador simboliza o contraste entre acreditar apenas no material e reconhecer a realidade espiritual. A impermanência é uma passagem. Faz parte da jornada da alma, do crescimento espiritual e da fé.
Reflita: a impermanência — essa mudança constante — não é o fim. Pelo contrário, ela aponta para o infinito do mundo verdadeiro criado por Deus, onde tudo muda, mas a essência permanece.
