Carma e a Lei causa e efeito
Introdução à Lei Causa e Efeito
O tema de hoje é extraído do livro “O desafio da mente”, que, infelizmente, está disponível apenas em inglês.
Entretanto, existe uma obra acessível em português chamada “A Essência de Buda”, que trata de maneira excelente a lei causa e efeito. Nesta discussão, vamos abordar a complexidade do Carma, explorando tanto o Carma bom quanto o Carma ruim. Além disso, investigaremos o papel da ignorância e outros conceitos interligados.
Então, vamos dar início a esta reflexão crucial sobre a lei causa e efeito.
O que é Carma e Como Se Relaciona com a Lei Causa e Efeito?
O conceito de Carma é essencialmente sinônimo de ação.
Cada ação que realizamos gera uma consequência, ou Carma, que se origina da vontade ou da intenção por trás dessa ação.
Para que uma ação aconteça, é necessário que exista um desejo ou uma intenção que a antecede, e essa intenção se manifesta em um movimento físico.
Por exemplo, se uma pessoa buzina no trânsito porque se sente ofendida por alguma situação, ela não apenas age, mas gera uma consequência, ou Carma.
Essa ação e os pensamentos associados ficam gravados em um registro vital, quase como se tivéssemos uma fita que armazena nossas ações e sentimentos.
Compreendendo a Lei Causa e Efeito
A lei causa e efeito é a força que molda o Carma em nossas vidas.
Essa lei é gerada por nossas intenções e ações. Portanto, ao refletirmos sobre nossas experiências, podemos perceber que existem tanto o Carma positivo quanto o Carma negativo, que decorrem de nossas ações boas e más.
O entendimento popular sobre o Carma muitas vezes foca nas ações negativas, pois estas estão relacionadas ao processo de reencarnação e a “dívidas” espirituais de vidas passadas.
Antes de virmos a este mundo, todos nós fazemos um plano de vida que varia em complexidade, dependendo do nível de consciência da alma. Assim, a lei causa e efeito é fundamental para entendermos nossa trajetória.
A Reencarnação e a Alma: A Dimensão da Lei Causa e Efeito
Almas que habitam dimensões mais elevadas geralmente delineiam planos de vida mais detalhados e complexos do que aquelas em níveis mais baixos.
Por exemplo, uma alma que reside na sétima dimensão formula um plano de vida rico em detalhes, enquanto uma alma de nível espiritual inferior pode ter um plano que se resume a um esboço básico.
Essa simplicidade no planejamento reflete-se nas reencarnações; almas ligadas a aspectos muito materiais tendem a reencarnar mais vezes, devido aos apegos aos prazeres cotidianos. Isso demonstra a eficácia da lei causa e efeito em suas vidas.
Uma comparação interessante a ser feita é que almas situadas na quarta dimensão renascem com mais frequência em contraste àquelas da sétima dimensão, que possuem um entendimento mais profundo.
Assim, a lei causa e efeito atua não apenas em ações, mas também em nosso plano de vida.
A Armadilha da Ignorância
É comum que, ao enfrentarmos dificuldades, atribuímos esses acontecimentos ao Carma.
No entanto, há uma armadilha nesse padrão de pensamento.
Se acreditarmos que tudo de ruim que nos acontece se deve ao Carma, acabamos enxergando nossa existência como uma sequência incessante de experiências infelizes.
Ao reforçarmos essa narrativa, perdemos a capacidade de reconhecer a vida como uma mescla de altos e baixos.
Assim, ao revisitar nossas memórias, evidenciamos que momentos de felicidade e infelicidade se entrelaçam.
Portanto, não podemos simplificar a lei da causa e efeito apenas em termos negativos.
A Importância da Mente na Lei Causa e Efeito
A mente desempenha um papel crucial em nossa experiência de vida.
O que gravamos em nossa mente não apenas nos influencia, mas também molda nossas interações e reações no presente.
Se cultivarmos uma mentalidade que tende a atrair infelicidade, isso se refletirá em nossa realidade.
Pelo contrário, se desenvolvemos uma abertura para a felicidade, é mais provável que atraímos experiências positivas.
Ao longo do tempo, acumulamos não apenas experiências, mas também tendências que podem culminar em Carma bom ou Carma ruim, conforme a lei causa e efeito se manifesta em nossas vidas.
Superando Tendências Errôneas
Muitas das nossas más escolhas resultam da ignorância ou da escuridão espiritual.
Se vivermos apenas à mercê das tendências da nossa alma, nossas ações acabam sendo guiadas por impulsos instintivos e, frequentemente, errôneos.
Para modificarmos essa realidade, é essencial buscarmos compreender e corrigir essas tendências, permitindo que nossas decisões contribuam para a acumulação de um bom Carma.
Essa busca por sabedoria é fundamental e nos protege de escolhas equivocadas, guiando-nos por um caminho mais iluminado e alinhado à lei causa e efeito.
A Lição da Verdade
Os livros e os ensinamentos dos Mestres oferecem um material valioso que nos guia. Quando dedicamos tempo ao estudo da verdade, descobrimos que nossa vida pode se tornar significativamente mais fácil.
O conhecimento proporciona maneiras melhores de lidar com os desafios cotidianos.
Imagine a metáfora de subir uma cachoeira repleta de pedras — fazê-lo descalço é doloroso e arriscado, mas, ao munir-se de conhecimento e compreensão, você pode usar “botas de borracha”, reduzindo a dor e os riscos ao longo do caminho.
Por fim, ao adotarmos uma perspectiva mais elevada, semelhante à visão celestial, percebemos que, neste mundo, somos como formigas em uma caixa de areia.
Podemos ter orgulho do que sabemos e do que conquistamos, mas ainda estamos limitados a uma visão restrita da realidade. Reconhecer a grandiosidade das verdades divinas é fundamental para expandir nossa compreensão sobre a lei causa e efeito.
A mensagem que deixamos nesta primeira aula é que o Carma — bom ou ruim — é uma consequência direta de nossas ações.
Quando nos deixamos levar pela ignorância, o Carma se torna negativo. Para superá-la, precisamos buscar sabedoria: saber é poder, e esse poder nos permitirá evitar as armadilhas que a vida nos apresenta.
É possível aprender mais sobre este assunto com este artigo de blog
Fita ideográfica e registro de ações
Como expliquei na semana anterior, o carma resulta das escolhas que você faz, de acordo com as tendências da sua mente, e das ações que você toma com base nos seus julgamentos. A sua fita ideográfica registra isso.
Fita ideográfica é uma fita espiritual na qual registramos todos os nossos pensamentos, palavras e ações — tudo o que estamos fazendo, pensando e falando vai sendo gravado nessa fita ideográfica e depois passa no “filme da vida”.
Quando fazemos algo errado, se arrependemos e buscamos melhorar esse erro, o arrependimento apaga essa marca da fita: você consegue, através do arrependimento e do esforço na correção, apagar esse erro.
Mas, se não fizer nada e deixar aquilo do jeito que está, a marca permanece, e depois você tem que responder pelos próprios atos.
Interpretações equivocadas do carma
Não só novas religiões, como também grupos tradicionais, usam o termo carma como se ele implicasse apenas em punição.
Quando se fala de carma, muitas vezes dizem apenas coisas negativas: “alguém ficou doente — carma”, “alguém teve um acidente — carma”, “alguém encontrou um inimigo — carma”, como se o carma fosse só algo negativo.
Mas o carma apenas resulta das nossas ações. Se você pratica boas ações, com base nas tendências positivas da mente, cria um bom carma; se plantar más sementes e viver guiado pelos instintos, você plantará sementes ruins e gerará um carma negativo.
Crenças sobre carma ancestral e culto aos antepassados
Hoje existem muitos grupos religiosos que afirmam, por exemplo, que o carma dos seus antepassados — avós, pais, irmãos e assim por diante — traz infelicidade para você e que você deve se livrar desse carma.
Por isso, recomendam participar do culto aos antepassados para “cortar” esse vínculo com o carma ancestral. Isso é perigoso, porque o culto aos antepassados não tem como objetivo cortar o vínculo com um carma negativo.
O culto aos antepassados busca salvar as almas que estão perdidas e, quando os antepassados não estão perdidos, fazer chegar até eles a luz da gratidão dos descendentes.
Como orientar um antepassado – com base na lei da causa e efeito
Se um antepassado influencia alguém negativamente, não devemos exorcizá‑lo nem tentar “chutá‑lo” para fora; ele precisa de orientação. A mesma consideração que temos com um antepassado vivo — avô, avó, pai ou mãe — devemos manter quando ele se tornou uma alma.
Se ele estiver perdido, devemos orientá‑lo para que possa ascender ao outro mundo.
Crítica às interpretações deterministas
Alguns grupos dizem que, se o carma do antepassado esteve relacionado à prisão, isso pode fazer com que você seja preso — ideia absurda.
Se você já ouviu “meu avô foi preso, meu pai foi preso, então eu tenho esse carma e vou acabar preso”, saiba que isso não procede.
Uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra. Vários grupos oferecem “conversas sobre o carma” e falam repetidamente do carma dos antepassados; muitos usam artimanhas para vender produtos: “compre este objeto e seu carma será rompido”; “compre isto e você resolverá seus problemas”. Essas práticas pertencem a religiões errôneas.
Possível influência ancestral e responsabilidade pessoal
Se você pesquisar sua linhagem familiar, poderá encontrar uma alma que não retornou ao mundo celestial; em teoria, essa alma pode influenciar os descendentes.
Nem todos os antepassados ascenderam ao mundo celestial — alguns se encontram em mundos inferiores ou presos no plano físico.
O Mestre, porém, ensina que você pode livrar‑se de vibrações negativas disciplinando a mente, corrigindo as ações e harmonizando os pensamentos.
Quando você vive de forma correta e harmoniosa, torna‑se um exemplo para os antepassados que sofrem no outro mundo e pode usar esse exemplo para salvá‑los.
Como se libertar de influências negativas
Reforço: você consegue se livrar de vibrações negativas vindas de um antepassado perdido.
Esse antepassado pode influenciá‑lo negativamente — isso ocorre —, mas você pode se libertar dessas influências disciplinando sua mente, corrigindo suas ações e harmonizando seus pensamentos.
Se você viver corretamente, numa vida harmoniosa, com base na verdade e na fé em El Cantare, estabelecerá um exemplo para seus antepassados e poderá salvá‑los por meio do seu exemplo.
Analogia da dívida
Uma analogia ilustra bem a situação: imagine um pai e um filho vivos — sem relação direta com antepassados, apenas um exemplo cotidiano.
Imagine um pai com uma dívida grande e um filho também endividado; ambos estão endividados.
O filho endividado não tem recursos para pagar a dívida do pai; primeiro ele precisa quitar sua própria dívida. Se, no entanto, o filho for bem‑sucedido — por exemplo, um homem de negócios que gerou riqueza — ele poderia ajudar o pai a quitar a dívida.
Esse exemplo mostra que a relação entre antepassados e descendentes funciona de forma semelhante.
Débito espiritual e acúmulo de virtude – exemplo sobre a lei da causa e efeito
As almas que não retornaram ao céu equivalem a pessoas que carregam um grande peso, uma grande dívida — uma dívida espiritual.
O Mestre usa o termo “débito espiritual”.
A pessoa criou muito débito espiritual aqui na Terra; o saldo ficou negativo porque não houve crédito, apenas débito: ações erradas, palavras erradas, atrapalhar pessoas, cometer pecados, equívocos, falta de arrependimento, materialismo, vícios — tudo isso gera débito.
Se o descendente também viver assim — vida de materialismo e de prazeres — ele também estará em débito espiritual; assim, não conseguirá resolver o débito do antepassado porque ele próprio está em débito.
Para resolver o débito de alguém, você precisa ter fundos, recursos; somente quem acumulou “riqueza” pode pagar a dívida de outro. Se o filho acumulou riqueza, ele consegue quitar a dívida do pai.
Riqueza espiritual = virtude
Entenda “riqueza” como virtude. Virtude é o que você acumula na Terra: você a constrói no treino espiritual diário, seguindo os ensinamentos da verdade; você acumula virtude fazendo trabalho missionário, doando livros, fazendo doações, disciplinando‑se e recitando sutras.
Existem diversas formas de acumular virtude.
Por isso, a forma correta de oferecer serviço aos antepassados — o culto aos antepassados — é ser um exemplo em atitudes e ações, e participar desse culto com prática real.
Comprar um objeto ou participar de rituais vazios não salva as almas perdidas.
O descendente deve praticar uma religião correta, receber a luz do seu espírito guardião ou guia, e orar pela felicidade do antepassado enquanto mantém a disciplina. Assim ele quita o débito espiritual usando os “ativos” da virtude que acumulou.
Autorresponsabilidade e discernimento
Essa é a forma correta de oferecer o culto aos antepassados e de salvar suas almas.
Suponha que alguém diga que você tem o carma de ser aprisionado porque um antepassado foi para a cadeia.
Na verdade, se você foi preso, você infringiu a lei; o fato de um antepassado ter sido preso não implica que ele seja o culpado pelo seu cárcere atual.
Se uma pessoa cometeu um crime passional — traiu a esposa ou o marido — um grupo religioso equivocado pode atribuir isso ao antepassado, dizendo que ele tinha luxúria e agora influencia o descendente.
Mas isso não procede. Se sempre colocarmos a culpa no antepassado, negaremos a responsabilidade individual de controlar a mente, as ações e de arrepender‑se.
Identificando religiões errôneas – não aprendem sobre a lei causa e efeito
Você identifica uma religião errada quando ela culpa os antepassados ou familiares já falecidos por tudo o que acontece — “tudo o que acontece é culpa do antepassado”, “tudo o que acontece é culpa da família”.
Essa atitude leva a evitar a autorresponsabilidade e o arrependimento. A autorresponsabilidade e o arrependimento constituem o caminho real para a virtude, o crescimento e a salvação da alma.
O que diferencia uma religião boa de uma ruim é se ela ensina autorreflexão e autorresponsabilidade. A autorresponsabilidade é fundamental; a autorreflexão também.
A Happy Science (ou a doutrina mencionada) ensina abundantemente o princípio da reflexão e da autorresponsabilidade.
Grupos que culpam os antepassados por tudo são errôneos, porque, na verdade, criamos a nossa felicidade — ou infelicidade — através das nossas escolhas; cabe a cada um decidir.
A lei causa e efeito no tempo e no espaço

Lei causa e efeito no tempo
A lei da causa e efeito em relação ao tempo: existe um fluxo — passado, presente e futuro — e isso significa que, dependendo de como você age hoje, sua vida mudará no futuro, e o mundo também mudará.
O futuro resulta do acúmulo de escolhas que você faz.
Liberdade da mente e responsabilidade
O Senhor, o Deus Criador, concedeu à humanidade a liberdade da mente e a lei da causa e efeito.
Somos livres em pensamento: você pode pensar o que quiser, mas também precisa aceitar as consequências do que faz. Isso é uma lei universal.
Todo ser humano é livre para fazer, pensar e falar o que quiser; ao mesmo tempo, é responsável e deve responder por aquilo que faz.
Continuidade no outro mundo
O ciclo da causa e efeito não necessariamente se completa apenas aqui; ele também continua no outro mundo.
A lei da causa e efeito se completa no mundo espiritual.
Existem boas pessoas que acabam tendo mortes infelizes; de fato, uma pessoa muito boa e dedicada pode, por exemplo, adoecer gravemente e falecer sofrendo muito antes da morte.
Podemos achar isso injusto, mas o Mestre ensina que a lei da causa e efeito continuará para essa pessoa no outro mundo, onde ela poderá colher os frutos de suas ações quando retornar ao mundo espiritual.
Resultados incompletos (vipākaphala)
Nem sempre boas causas geram bons resultados, e nem sempre más causas geram maus resultados.
Há um termo budista que exemplifica isso: vipākaphala (palavra em sânscrito), que significa que às vezes você pratica uma ação incompleta — uma boa ação que não gera um bom fruto — ou uma má ação que não gera um mau fruto aqui neste mundo.
Como a lei da causa e efeito se completa no outro mundo, se você não colher agora, acabará colhendo depois.
Igualdade espiritual e diferenças materiais
A Happy Science, por exemplo, ensina que o ser humano é filho de Deus; nessa perspectiva, todo ser humano é filho de Deus.
No entanto, observamos que as circunstâncias de nascimento diferem: há crianças que nascem em zonas de guerra; outras nascem com graves deficiências; por outro lado, há crianças que nascem em berço de ouro, em famílias abastadas que nunca sofreram.
Por que isso acontece? Isso resulta das vidas passadas; aquilo que parece incompreensível ou inexplicável pode ser explicado pelas ações em vidas anteriores.
Carma e nascimento
A pessoa viveu de certa forma na vida passada; o acúmulo de carma dessas vidas gerou o cenário do seu nascimento. O momento do nascimento, o começo da vida, resulta das várias jornadas das vidas passadas — as jornadas que sua alma trilhou.
Isso explica a lei da causa e efeito em relação ao tempo.
Lei causa e efeito no espaço
A lei da causa e efeito também existe no espaço. Como explicar?
Há um aspecto espacial. Todos nós vivemos em dependência mútua e interdependência: ajudamo-nos e dependemos uns dos outros.
Isso se manifesta, inclusive, nas relações econômicas da sociedade. Você desempenha um trabalho — por exemplo, é professor — e recebe remuneração por exercer sua função.
Se tem um carro, precisa do mecânico; para comer, vai ao mercado; para uma reforma, chama um pedreiro; se fica doente, procura um médico.
Tudo está relacionado: existe interdependência e vivemos relações compartilhadas. Isso ocorre no plano espacial.
Vertical e horizontal: tempo e espaço
Quando falamos do tempo, pensamos na vertical — passado, presente e futuro. Quando falamos do espaço, pensamos na horizontal: a relação mútua entre as pessoas.
A rede humana e a individualidade
Este mundo funciona como uma linha de pesca entrelaçada: as linhas se cruzam formando nós.
Há uma linha vertical e outra horizontal, e o nó — o encontro dessas linhas — é cada um de nós.
O encontro da vertical com a horizontal forma a individualidade de cada pessoa.
Essa rede expressa a Verdade do grande universo, a vontade de Deus. Somos parte do todo e, ao mesmo tempo, o todo, pois pertencemos a Deus.
Embora sejamos uma grande multidão — cerca de 8 bilhões de pessoas — cada pessoa é diferente.
Síntese sobre carma e a lei causa e efeito
Assim, temos uma explicação do carma: a lei causa e efeito no espaço refere-se à interdependência e às relações mútuas entre as pessoas.
A lei da causa e efeito no tempo é aquilo que você faz; a forma como age hoje vai gerar um fruto no futuro. A maneira como agiu em vidas passadas está gerando carma agora.
A forma como age e fala hoje influenciará seu carma futuro.
Por isso, muita cautela e atenção com as próprias atitudes: elas vão gerar seu carma futuro, influenciar sua vida futura, sua vida no outro mundo e sua próxima vida.
Quem busca a religião ou a fé de forma séria fica mais atento às próprias ações, porque sabe que há consequências no que fazemos.
O Mestre Okawa ensina a lei de causa e efeito.
Lei causa e efeito nas relações interpessoais
As pessoas ao nosso redor também estão sujeitas à lei de causa e efeito.
Criamos vínculos com outras pessoas ao longo de vidas passadas, especialmente com quem gostamos e com quem nos damos bem.
Esses vínculos tendem a se manter nesta vida: buscamos nascer juntos e formar relações novamente.
Por outro lado, pessoas que não nos fazem bem podem fazer parte do caderno de exercícios da nossa existência.
Existem encontros inevitáveis; precisamos passar por certos temas e exercícios com determinadas pessoas.
Semeando para o futuro
O ponto mais importante sobre a lei de causa e efeito é que, todo dia, estamos semeando para o futuro.
O que você pensa, o que você fala e como você age hoje são sementes.
Elas vão brotar, crescer e voltar como resultados no futuro.
Portanto, se você maltrata alguém, em algum momento pode ser maltratado, pois semeou discórdia ou falta de respeito. Por outro lado, se semear respeito e não julgamento, colherá isso depois.
Processo: plantar, cuidar e colher
Se queremos colher frutos de felicidade, temos que plantar sementes de felicidade. Além disso, é preciso regar, fertilizar e expor essa semente ao sol para que cresça.
A lei de causa e efeito não é apenas plantar e colher; há um processo de cuidado.
Quando queremos mudar um pensamento, uma mentalidade ou um hábito, precisamos de paciência e comprometimento para promover essa transformação.
Hábitos negativos e semeadura
Também semeamos hábitos ruins.
Por exemplo, a reclamação se torna um padrão quando a repetimos por meses ou anos. Falar mal dos outros com frequência é uma semeadura que trará resultados negativos no futuro.
Esforço e retorno
A regra é simples: tudo o que você planta, você colherá — seja bom ou ruim.
Contudo, o esforço que você faz hoje pode não ser retribuído imediatamente. Se você estudou para uma prova ou se esforçou para passar numa entrevista, não há garantia de aprovação. Ainda assim, nenhum esforço é em vão. O Mestre Okawa diz que não há esforço desperdiçado.
Nem sempre as sementes frutificam nesta vida, mas se você não plantar, certamente não colherá.
Aprender com o passado e abrir nova página
Quem fica olhando só para trás não planta para o futuro.
O passado já aconteceu; você não pode apagá-lo. Porém, pode abrir uma nova página em branco e escrever um novo capítulo.
Se errou, avalie o erro e extraia uma lição. Assim, terá a chance de escrever um capítulo melhor agora. Em vez de amargura, aprenda com o passado e pense: o que devo fazer daqui para frente?
Atitudes virtuosas e acumular tesouros
Cada novo dia traz uma nova chance. Se queremos viver com significado e alegria, precisamos planejar nossas ações. Atitudes virtuosas — doação, divulgação da verdade, orientação correta, preceitos e disciplina espiritual — acumulam virtude.
Quando você age virtuosamente, cria um “tesouro” nos fundos celestiais, por assim dizer. Portanto, tenha essa consciência no cotidiano.
Reencarnação e o caderno de exercícios
O Mestre Okawa também ensina que esforços acumulados em vidas passadas influenciam a vida atual.
Eventos de vidas passadas têm peso no presente, porque a vida funciona como um caderno de exercícios.
Muitos temas que enfrentamos resultam de ações anteriores, mas isso não significa que dificuldades sejam apenas punições. A reencarnação não é punição: não nascemos para ser punidos.
O nascimento na Terra funciona, em parte, como um acerto de contas.
Oportunidade de plantar novas sementes
Nas vidas passadas cometemos erros, portanto precisamos acertar algumas contas.
Ao mesmo tempo, temos a oportunidade de plantar novas sementes e criar uma vida diferente.
Esse é o sentido da reencarnação.
Algumas pessoas escolhem vidas difíceis para aprender com o dano que causaram; outras têm planos de vida que mesclam desafios e alegrias.
Planejamento antes do nascimento
Planejamos nossa vida antes de nascer; essa ideia se repete porque é importante entender que vivemos com propósito.
No mundo espiritual, não estávamos à toa: éramos almas que desenharam um plano de vida com vários temas. Nascemos neste mundo para vivê-los.
Claro, o mundo material é imprevisível; nem tudo sairá 100% como planejamos.
Questão a se colocar
Pergunte-se: com base na minha vida, o que a vida quer de mim? Quais temas preciso aprender? Quais lições estão diante de mim?
A vida que você tem hoje oferece lições para seu crescimento espiritual. Se você não gosta da sua vida atual, tem chance de corrigir. Por ora, identifique os temas do seu caderno de exercícios.
Carma: impressões e tendências da alma
Carma (karma) são as memórias das vidas passadas impressas na alma.
Vivemos várias vidas e acumulamos impressões que geram tendências da alma.
Um objetivo do nosso nascimento é identificar essas tendências, entender os aspectos únicos da alma e reconhecer os problemas que surgem.
Pessoas, trabalho e dificuldades estão relacionados às tendências da alma.
Da consciência das tendências à vida construtiva (você encontra mais Ensinamentos neste link)
Quando você se torna consciente das suas tendências e considera como lida com os problemas, começa a viver de forma construtiva.
Uma vida destrutiva nega a realidade: não aprende com ela, não muda tendências, culpa o outro e se revolta.
Em contraste, uma vida construtiva reconhece o cenário atual como apropriado para o desenvolvimento espiritual. Ainda assim, buscar um cenário melhor faz parte do desenvolvimento.
Exemplo prático e correção de tendências
Por exemplo, se você está endividado, pode identificar que tende a gastar demais e a faltar controle financeiro.
Esse é o cenário que vive. Se não enfrentar isso, sofrerá. Então, corrija a tendência. Além disso, valorize suas tendências positivas.
Alguém pode gastar demais, mas ser muito atencioso com a família; trabalhe para aprimorar o lado positivo e corrigir o negativo. Assim, seu karma muda e isso seguirá para a próxima vida.
Conclusão lei causa e efeito
Esta é a conclusão do estudo sobre o carma. Carma são as tendências da alma — as impressões acumuladas das memórias de vidas passadas. O cenário que vivemos agora está ligado ao nosso carma.
Os temas que temos para resolver não surgem ao acaso; ajudam a modificar as tendências da alma.
Temos liberdade de viver como acreditamos ser melhor, lembrando que seremos responsabilizados por nossas ações.

3 respostas para “O Carma e a Lei causa e efeito”
Gostei muito desse tema
Amei muito, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos, e precisamos viver de forma correta. Texto muito esclarecedor,muito obrigada
Muito esclarecedor o texto.
Muito obrigado!